quarta-feira, 25 de março de 2009

:: Informativo: Hora do Planeta



A campanha Hora do Planeta consiste basicamente em convencer as pessoas de todo o mundo a desligar as luzes durante uma hora, começando às 20h30 do dia 28 de março de maneira a chamar atenção para o aquecimento global.



Para mais informações, consulte:
http://www.wwf.org.br/index.cfm

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

:: Ecrã: O Curioso Caso de Benjamin Button

Envelhecido: os efeitos especiais são o grande atrativo da película

O Curioso Caso de Benjamim Button marca mais uma excelente parceria entre o diretor David Fincher e Brad Pitt (nos thrillers Se7en e Clube da Luta, a dupla já mostrou que tem bastante entrosamento). Os efeitos especiais estão magníficos, transformando Brad Pitt em um velho no final da vida, que rejuvenesce até chegar à sua aparência atual. Só a partir da infância que outro ator atua em seu lugar.

Se David Fincher surpreende com o final de Clube da Luta, em O Curioso Caso de Benjamim Button acontece o óbvio. Afinal, é um filme sobre o amor acima de qualquer diferença, mesmo que Daisy (personagem de Cate Blanchett) envelheça enquanto Benjamim rejuvenesce. A obra mostra também a superação de preconceitos: enquanto uns acham que Benjamim é um monstro (inclusive seu pai, que o abandona), a dona de um asilo o acolhe como seu filho - até porque não consegue engravidar. Vale a pena ficar três horas sentado e não tirar os olhos da tela.



Por Aline Rodrigues.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

:: Apatia ou desilusão?

Caras-pintadas: mesmo que influenciados pela mídia de massa da época, lutaram com paixão pelo que acreditavam

O jovem de hoje é bem diferente do de algumas décadas atrás. Estes manifestavam e protestavam a favor de seus direitos, participavam de movimentos estudantis, resistindo ao regime militar. Talvez os protestos de 1968 tenham injetado uma dose de ânimo nos jovens por possuírem um caráter global. Havia protestos também nos Estados Unidos e na França, mas o Brasil teve um rumo mais político que os dois países. Depois, organizaram as Diretas Já, um grande movimento que uniu o povo num único objetivo, que era o direito de votar e escolher seus governantes. Nesse movimento, conseguiram eleger o Presidente da República em 1989, depois de anos de repressão. Os jovens também foram efetivamente importantes no movimento dos Caras Pintadas, que culminou com a renúncia do presidente Fernando Collor de Mello.

Com tanta luta para readquirir o direito de votar, o jovem de hoje, que possui esse direito, na maioria das vezes não faz questão de exercê-lo. A pesquisa feita por Humberto Dantas, conselheiro da ONG suprapartidária Movimento do Voto Consciente, mostra que 80% dos jovens não se interessam em tirar o título de eleitor mesmo com o direito legal.

O cientista político Marcel Galvani Machado, formado pela Universidade de São Paulo (USP), acredita que o sentimento do jovem é cada vez mais de desconfiança, principalmente por conta da divulgação pela mídia de diversos casos de corrupção nos governos atuais. Inclusive, esse sentimento de esvaziamento dos partidos aumentou após a posse de Lula e do PT. Esses fatos desestimulam o jovem a se integrar na política e se interessar por ela. Os jovens que estão engajados são exceções. “A política ou está diretamente relacionada à profissão exercida por eles ou eles estão mais treinados para a criticidade, entendendo que este assunto influencia diretamente na sua vida.”

O aposentado Claudionor Farias Filho participou do movimento sindical em 1977 e sofreu repressão em protestos para melhoria de salários e da condição do trabalhador, além de criticar a política governamental. Ele acredita que o principal mediador de mudança no país é o jovem. “Quem tem que mudar o sistema é o jovem mas ele não se manifesta. Ele está acomodado. Reclama do sistema mas não faz nada para mudá-lo”. Apesar de ter uma preferência partidária, Claudionor diz que a corrupção sempre existiu mas que nunca foi tão difundida como agora, e que pessoas honestas e corruptas existem em todos os lugares e partidos.

Muitos fatores podem explicar a acomodação dos jovens. A situação política desanimadora, a falta de vontade, a falta de veracidade dos discursos, a preocupação com o futuro e a falta de apoio ou de líderes. E com a sociedade de consumo não há mais propósitos coletivos. A cultura do individualismo e a busca desenfreada pelo poder pessoal estão impregnadas na população. Tudo isso ajuda a inibir o caráter revolucionário e o anseio de quebrar paradigmas que só a juventude - idealista e apaixonada por natureza - tem.


Por Aline

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

:: Perigo diário

Aumentando a cada dia, a poluição atmosférica paulistana mata até 3 milhões por ano


Irritações nos olhos, narizes e gargantas secas, cansaço e dores de cabeça. Estes são alguns dos males dos quais padecem, diariamente, os paulistanos, principalmente nos dias que registram altos índices de poluição. Os automóveis, juntamente com as indústrias, são os principais poluidores do ar nas grandes cidades.

Com o crescimento da frota de veículos em circulação, o nível de poluição atmosférica nas cidades tem aumentado. Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), as vendas estão 32,76% mais elevadas.

Há um aumento no lucro da indústria automobilística, mas para a saúde só sobram prejuízos. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3 milhões de pessoas morrem anualmente devido aos efeitos nocivos causados à saúde pela poluição veicular. Esses efeitos são, principalmente, respiratórios. Luciana Porto, operadora de telemarketing, sofre constantemente, pois possui rinite. “Noto nitidamente quando o ar está mais poluído” diz ela. “Não consigo respirar direito”.

Segundo Hélio Neves, assessor especial do gabinete do secretário de Verde e Meio Ambiente de São Paulo, a prefeitura e o governo do Estado estão tentando diminuir a circulação de veículos com a ampliação da rede de metrô e com o aumento de corredores de ônibus, fazendo com que haja menos emissão de poluentes. Mas como esses projetos são de longo prazo, o governo toma outras medidas a partir de maio. “O que se pode fazer por enquanto é a inspeção veicular com caminhões e ônibus, que deve diminuir 30 % da poluição do ar na cidade.”, afirma Hélio. “Este projeto se estenderá a toda a frota de veículos de São Paulo a partir do ano que vem”.

Foi inaugurado este ano, dia 30 de abril, o primeiro Centro de Inspeção Ambiental Veicular no Jaguaré. No total, serão instalados na cidade de São Paulo, pela Prefeitura, 35 postos de verificação. No Programa, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) terá o papel de órgão fiscalizador.

Além dos automóveis, outro vilão para a saúde dos paulistanos é o setor industrial. No total, a indústria de São Paulo lança no ar 29 milhões de toneladas de CO2 por ano, segundo dados do governo do Estado.

Petra Sanchez Sanchez, professora titular do Programa de Pós-Graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, trabalhou na Cetesb por mais de 26 anos. Ela diz que a situação da cidade em relação à poluição está cada vez mais caótica, mas que devemos ser otimistas e agir individualmente para o bem estar geral. “Uma solução no caso dos transportes é diminuir o uso de derivados do petróleo e aumentar o uso dos combustíveis alternativos, além do maior uso de transporte público e construção de vias rápidas. Já no caso das indústrias, a solução é a captação de poluentes com filtros. Especificamente no caso das indústrias de papel, estas devem comprometer-se com o reflorestamento”, explicou. “A arborização da cidade também ajudará na diminuição de poluentes”.


Por Aline e *May*.

Foto: O Globo Online

terça-feira, 14 de outubro de 2008

:: Salvando vidas

Apoiado pela namorada, Felipe Monteiro venceu o medo e resolveu doar sangue


Em um tempo no qual surgem tantos avanços tecnológicos, principalmente na área da saúde, chega a ser quase inacreditável que pequenos atos ainda salvem muitas vidas. A doação de sangue é um deles. Apesar de todos os avanços, ainda não foi descoberta nenhuma substância que possa substituir o sangue humano. Portanto, quem necessita de uma transfusão tem que contar com a boa vontade alheia.

Mesmo com toda solidariedade existente, muitas pessoas ainda não foram conscientizadas sobre a importância da doação. Alguns doam porque foram incentivados pela empresa para a qual trabalham, outros porque algum conhecido está precisando de ajuda, mas a grande maioria destes cidadãos que praticaram tal ato uma vez não torna a fazê-lo. Simplesmente sentem que seu dever já foi cumprido.

Somente no Brasil, a cada dois segundos, algum paciente necessita de transfusão de sangue. Ou seja, é preciso que muitos doadores mais se voluntariem e despertem o interesse pela doação em outras pessoas. Uma expressiva contribuição seriam os jovens, mas muitos ainda são mal informados quanto à doação, principalmente porque seus pais também o são.

Felipe Monteiro tem dezenove anos e doou sangue pela primeira vez aos dezoito, incentivado pela namorada. “Eu não doaria sangue, pois tenho pavor de agulhas, mas ela me incentivou bastante e disse que era um ato legal”, conta. Apesar de ser legal, Felipe nunca mais retornou a um posto de doação. Questionado sobre o motivo alegou falta de tempo.

Em entrevista concedida ao médico Drauzio Varela, a também médica Maria Angélica Soares, coordenadora do Hemocentro do Hospital São Paulo, falou sobre a doação. “As pessoas precisam entender que devem doar sangue não só atendendo ao apelo de que os estoques estão acabando”, alerta a médica. “É preciso pensar que os estoques têm que estar nos níveis adequados para o primeiro atendimento caso aconteça um imprevisto”.

Além da doação normal do sangue, que deve respeitar um intervalo de 60 dias para os homens e 90 para as mulheres e dura aproximadamente uma hora, um outro processo bem menos conhecido pode ser realizado a cada semana e dura cerca de 90 minutos. Este processo chama-se aférese e consiste na coleta somente das plaquetas. O sangue do doador é recolhido por uma máquina e nela seus componentes são separados. Retiram-se as plaquetas e os outros componentes são devolvidos ao corpo do doador.

Cristiana Noronha é médica cardiologista há três anos, formada pela Faculdade de Medicina de Itajubá em Minas Gerais, trabalha atualmente no Instituto do Coração, em São Paulo e reafirma a importância da doação, principalmente para a área da cardiologia. “A doação é importantíssima para cirurgias cardíacas que normalmente sangram bastante”, diz a médica. “Tais cirurgias geralmente requerem uma razoável reserva de sangue.”

Os já doadores devem incentivar seus amigos e conhecidos a praticar junto a eles um gesto tão bonito de amor à vida. Para quem deseja tornar-se um doador o site da Anvisa (http://www.anvisa.gov.br/sangue/hemoterapia/hemocentros/index.htm) proporciona uma listagem dos Hemocentros Coordenadores de cada região do país.


Por *May*.