terça-feira, 14 de outubro de 2008

:: Salvando vidas

Apoiado pela namorada, Felipe Monteiro venceu o medo e resolveu doar sangue


Em um tempo no qual surgem tantos avanços tecnológicos, principalmente na área da saúde, chega a ser quase inacreditável que pequenos atos ainda salvem muitas vidas. A doação de sangue é um deles. Apesar de todos os avanços, ainda não foi descoberta nenhuma substância que possa substituir o sangue humano. Portanto, quem necessita de uma transfusão tem que contar com a boa vontade alheia.

Mesmo com toda solidariedade existente, muitas pessoas ainda não foram conscientizadas sobre a importância da doação. Alguns doam porque foram incentivados pela empresa para a qual trabalham, outros porque algum conhecido está precisando de ajuda, mas a grande maioria destes cidadãos que praticaram tal ato uma vez não torna a fazê-lo. Simplesmente sentem que seu dever já foi cumprido.

Somente no Brasil, a cada dois segundos, algum paciente necessita de transfusão de sangue. Ou seja, é preciso que muitos doadores mais se voluntariem e despertem o interesse pela doação em outras pessoas. Uma expressiva contribuição seriam os jovens, mas muitos ainda são mal informados quanto à doação, principalmente porque seus pais também o são.

Felipe Monteiro tem dezenove anos e doou sangue pela primeira vez aos dezoito, incentivado pela namorada. “Eu não doaria sangue, pois tenho pavor de agulhas, mas ela me incentivou bastante e disse que era um ato legal”, conta. Apesar de ser legal, Felipe nunca mais retornou a um posto de doação. Questionado sobre o motivo alegou falta de tempo.

Em entrevista concedida ao médico Drauzio Varela, a também médica Maria Angélica Soares, coordenadora do Hemocentro do Hospital São Paulo, falou sobre a doação. “As pessoas precisam entender que devem doar sangue não só atendendo ao apelo de que os estoques estão acabando”, alerta a médica. “É preciso pensar que os estoques têm que estar nos níveis adequados para o primeiro atendimento caso aconteça um imprevisto”.

Além da doação normal do sangue, que deve respeitar um intervalo de 60 dias para os homens e 90 para as mulheres e dura aproximadamente uma hora, um outro processo bem menos conhecido pode ser realizado a cada semana e dura cerca de 90 minutos. Este processo chama-se aférese e consiste na coleta somente das plaquetas. O sangue do doador é recolhido por uma máquina e nela seus componentes são separados. Retiram-se as plaquetas e os outros componentes são devolvidos ao corpo do doador.

Cristiana Noronha é médica cardiologista há três anos, formada pela Faculdade de Medicina de Itajubá em Minas Gerais, trabalha atualmente no Instituto do Coração, em São Paulo e reafirma a importância da doação, principalmente para a área da cardiologia. “A doação é importantíssima para cirurgias cardíacas que normalmente sangram bastante”, diz a médica. “Tais cirurgias geralmente requerem uma razoável reserva de sangue.”

Os já doadores devem incentivar seus amigos e conhecidos a praticar junto a eles um gesto tão bonito de amor à vida. Para quem deseja tornar-se um doador o site da Anvisa (http://www.anvisa.gov.br/sangue/hemoterapia/hemocentros/index.htm) proporciona uma listagem dos Hemocentros Coordenadores de cada região do país.


Por *May*.

Um comentário:

Anônimo disse...

Preciso ir doar urgente!
Os dias que eu fui ninguém deixou porque eu tinha comido pouco!
Aí desisti! Mas eu vou!